Tribunal de Justiça de São Paulo tem nova desembargadora O Gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo ficou pequeno para a posse administrativa da nova desembargadora do Poder Judiciário paulista. Mais de meia centena de magistrados, alguns servidores, advogados e professores integraram a equipe de amigos de Claudia Lucia Fonseca Fanucchi, que assumiu a vaga deixada pelo desembargador Antonio José Silveira Paulilo, aposentado recentemente.

“É com muita honra que estamos reunidos aqui, no sacrário do Poder Judiciário, para, mais uma vez, repetir o secular ritual de empossamento”, falou o presidente da Corte, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. Ele não poupou elogios à trajetória da magistrada, que tem na família o exemplo do culto aos preceitos constitucionais e à equânime distribuição de Justiça. A mais nova integrante do Judiciário de São Paulo tem no pai, o desembargador Nelson Fonseca, que foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE SP), e no irmão Nelson Fonseca Junior, que é juiz substituto em 2º grau, o DNA do amor à Magistratura. Também dividiu com o marido Alfredo Fanucchi Neto, que era desembargador e faleceu em 2009, o amor aos três filhos – Marcela Fanucchi Menegassi, Gabriela Fonseca Fanucchi e Bruno Fonseca Fanucchi –, presentes à cerimônia, e o amor ao Poder Judiciário.

O presidente Pereira Calças ressaltou aspectos profissionais e pessoais da magistrada. “Com todas as dificuldades que a dupla jornada traz às mulheres guerreiras do nosso país, [ela] abraçou simultaneamente múltiplas tarefas, como juíza e mãe e, ainda, se propôs a ir ao Tribunal Regional Eleitoral, onde exerceu o papel de decana. Tanto aqui como lá, demonstrou enorme capacidade de trabalho, dedicação e uma produtividade exemplar, sempre com elegância, inteligência, preparo e sensibilidade para ocupar cargos difíceis, destacando-se por votos corajosos em prol dos nossos jurisdicionados.”

Em um gesto de gratidão, o desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino fez questão de, publicamente – em momento tão especial para a magistrada –, dizer que foi graças ao desembargador Nelson Fonseca que ele chegou ao Judiciário e ao cume da carreira que ora ocupa como decano do Tribunal de Justiça. “Graças a ele estou hoje aqui.”

Para Claudia Lucia Fonseca Fanucchi, a posse como desembargadora coroa uma carreira de muitos anos como magistrada, mas não encerra um período, ao contrário, abrem-se novos desafios. Ela disse ser um motivo de muita honra, sob o comando do presidente Manoel Pereira Calças, a quem admira como pessoa, magistrado e professor, assumir o cargo de desembargadora. “É um momento mágico galgar essa carreira, que é linda, mas também dura e cheia de obstáculos. No entanto, tenho certeza que todos aqui fariam tudo de novo e da mesma forma.” A mais nova integrante do Pleno do TJSP agradeceu nominalmente os integrantes do Conselho Superior da Magistratura por compartilharem com ela esse momento único, agradeceu os amigos, os servidores e a família, com destaque para a neta Maria Eduarda. “A palavra de ordem hoje é gratidão. Em primeiro lugar à Presidência desta Casa que usou palavras tão doces para a minha saudação. Aos meus colegas de Câmara que tão afetuosamente me receberam nesta Casa. À minha família, reconstruída depois de um duro período; a todos que hoje estão aqui e que me fizeram chegar onde cheguei com serenidade. São meus alicerces! Fica o meu compromisso de continuar honrando a toga”, completou, com uma mistura de risos e lágrimas, no momento em que atinge o ápice da Magistratura paulista.

À solenidade estiveram presentes os integrantes do Conselho Superior da Magistratura (CSM) desembargadores Artur Marques da Silva Filho (vice-presidente), Geraldo Francisco Pinheiro Franco (corregedor-geral da Justiça) e os presidentes de Seções Getúlio Evaristo dos Santos Neto (Direito Público) e Fernando Antonio Torres Garcia (Direito Criminal), junto com magistrados, servidores e familiares da empossada.

Claudia Lucia Fonseca Fanucchi – Nasceu na capital paulista e é graduada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (turma de 1986). Por cinco anos foi escrevente judiciário no 2º Tribunal de Alçada Civil (de 1982 a 1987). Ingressou na Magistratura em 1990 e foi nomeada para a 38ª Circunscrição Judiciária, com sede em Franca. Também judicou em Osasco, Francisco Morato e Mairinque. Em 1992 foi promovida ao cargo de juíza auxiliar da Capital e, em 2001, removida para a 2ª Vara Criminal de São Caetano do Sul. Três anos depois, promovida para a 41ª Vara Cível de São Paulo e, em 2012, removida ao cargo de juíza substituta em 2º grau. Desde 2015, é juíza efetiva do Tribunal Regional Eleitoral.

Fonte Comunicação Social TJSP – SB (texto) / AC (fotos)
 
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