Fake news: parcerias para checar informações O combate às notícias falsas é um trabalho que depende da participação conjunta de todos os setores da sociedade. De acordo com os idealizadores do Projeto de Enfrentamento à Desinformação, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as parcerias com sites, entidades representativas e a comunidade é possível alcançar resultados para minimizar os efeitos das fake news.

Segundo a assessora chefe de Comunicação Social do TSE, Ana Cristina Rosa, “não é possível fazer frente à desinformação sozinho”. O projeto, que foi iniciado em 2018, já conta com 45 parceiros formais, entre partidos políticos, plataformas digitais e de serviço de mensagens. Entre as entidades, estão o Ministério Público Federal (MPF), o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Tribunal de Contas da União (TCU), agências de checagem de fatos, o Google, o Facebook, o Twitter e o WhatsApp.

O trabalho do TSE foi apresentado durante o III Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O juiz auxiliar da Presidência do TSE e coordenador do grupo gestor do programa, Ricardo Fioreza, destacou a participação dos parceiros no planejamento e execução do projeto, voltado para as eleições de 2020. Entre as estratégias está a melhoria das técnicas de checagem de informações, o apoio ao jornalismo independente e de qualidade e a abertura para novas adesões de parcerias, entre outros.

Desinformação
Fioreze reforçou que o fenômeno da desinformação traz sérios riscos à imagem e à própria atuação das instituições em geral. “No caso da Justiça Eleitoral, o próprio processo eleitoral brasileiro que é posto em risco. Logo, precisamos buscar ações que resultem na participação ampla, de iniciativa dos diversos atores sociais. Nós temos aqui um fenômeno cuja solução envolve uma responsabilidade difusa e cujos meios e soluções são de curto, médio e longo prazos”, disse.

A iniciativa foi desenvolvida para responder a um “ataque institucional” sofrido pela Justiça Eleitoral nas eleições Gerais de 2018. As fake news colocavam em xeque a credibilidade da urna eletrônica e de todo o sistema eleitoral, por meio de boatos disseminados especialmente pelo WhatsApp. Além dos esclarecimentos publicados pelo TSE, foi ampliada a parceria com o Google, com o CNJ e outros tribunais. A ideia era identificar e combater as informações falsas contra candidatos e/ou o pleito.

Ana Cristina Rosa afirmou que, para coibir a disseminação dessas notícias, é preciso ter uma contrapartida de informações e conteúdos de qualidade. “A partir desse entendimento, a Assessoria de Comunição do TSE passou a desenvolver uma série de produtos, em texto, áudio e vídeo, além de portais, para levar informações verdadeiras e de qualidade sobre a Justiça Eleitoral à população”, contou.

Reconhecida com uma menção honrosa pelo 16º Prêmio Innovare, na categoria Tribunal, a prática foi a única finalista na área de Comunicação. A iniciativa criou uma página no Portal intitulada “Esclarecimentos sobre Notícias Falsas”, contendo respostas diretas e imediatas aos mais diversos boatos que circulavam pelas redes sociais sobre supostas denúncias de fraudes e falhas durante o processo eleitoral. Na página, também foram veiculados 14 vídeos e spots de rádio, com duração de até um minuto, em linguagem simples e direta. Além disso, houve a divulgação de publicações coordenadas de conteúdo informativo em diferentes plataformas e aplicativos de mensagens para disseminar conteúdo informativo de qualidade por meio das redes sociais.

Painel Multissetorial
O TSE também é parceiro no Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Fake News, que foi lançado em junho pelo CNJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Painel reúne organizações públicas e privadas com o intuito de combater a proliferação de notícias falsas e conteúdos inverídicos disseminados na internet e em redes sociais. A ação visa alertar os leitores e internautas sobre os perigos do compartilhamento de informações duvidosas, além de orientá-los como checar a veracidade das notícias que recebem. Os membros participantes contribuem em suas áreas de atuação e com as ferramentas que já dispõem.

Fonte Lenir Camimura Herculano, Agência CNJ de Notícias
 
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