São Paulo, 07 de Maio de 2012    

As múltiplas facetas de um perito.

Há mais de 50 anos atuando como perito e presidente por duas vezes da APEJESP esta é um pouco da história do associado Sebastião Edison Cinelli. Tudo começou em 1958 quando se tornou bacharelado em Criminalística pela Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo (curso de Perito Criminal). Também é advogado, contador e bacharel em administração de empresas. Foi perito criminal ativo, militou em varias seções técnicas como Acidente de trânsito, Crimes contra o patrimônio, seções especiais de armas, datiloscopia, grafotécnica, outras seções como Crimes contra pessoa de autoria desconhecida, onde atingiu a Encarregatura Pericial, é professor de Criminalística da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, chegando a atingir a Unidade II de Criminalística. Participou de vários congressos de Criminalística e Ciências defendendo quase sempre trabalhos, mesas redondas, em várias oportunidades.

“Gosto de periciar, analisar um feito e os trabalhos realizados, sugerir situações em lacunas desde que existentes. Gosto da atividade de Reconstituições locais. Nunca esqueço o famoso ‘Chico Picadinho’ que me deparei na Faculdade de Direito, em um simulado, com Juiz Togado dirigindo o Júri, defendi, analisei os fatos e consegui conhecer sobre a causa da morti, dos motivos dos fatos, “embriagues fortuita” violenta emoção, absolvendo o réu, foi algo notável as veracidades levantadas, jamais reveladas no caso in concreto”, evidenciou.

Para ele a perícia atrai pelo fato de poder conhecer varias áreas, no caso a Criminalística e lecionar diversos aspectos dessa disciplina para peritos e policiais, ou desde o delegado até o agente policial. “A perícia na esfera trabalhista, civil é um mercado promissor. Acontece nos dias de hoje, face aos problemas econômicos, os que iniciam um “quantum” de imediato, os que ainda se conservam no mercado dos procedimentos forenses, e o efetivo depósito por quem é de direito”, explica Cinelli.

“Um novo mercado existe, é a atuação dos peritos na esfera criminal desde a fase de inquérito como Assistente Técnico face Lei n 11.690/2008 que alterou o art. 159 e seus parágrafos do Código de Processo Penal. Assim o inquérito apresenta novas conotações, mas é necessário estar sempre atento às novidades”.

De acordo com Cinelli num momento cheio de muances pensar em melhorar na área da perícia, é aprimorar aqueles que iniciam neste mister a conhecer os Códigos de Processos Civil e Penal, e conhecimentos quanto a prova na esfera trabalhista, e ainda a terem mais ética.

“O mercado sempre foi bom, apesar das mudanças do Código de Processo Civil, o campo de atuação hoje cresceu muito, as associações de classes bem mais promissoras auxiliam, desde que possível, seus associados que realmente pretendem se enraizarem no campo pericial, como é o caso da APEJESP”, evidencia.

É importante sempre estar atento às associações ligadas a perícia, seja ela civil, criminal ou trabalhista, de acordo com o Professor. “A primeira entidade que comecei foi a Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, até hoje filiado, desde 1960, o Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo e a APEJESP, é bom estar entre colegas”, alerta.

“A APEJESP representa uma classe multidisciplinar e eu possuo mais três representações – Perito Criminal do Estado, com muita honra, Perito Judicial com a APEJESP, que muito me orgulha e porque sou Contador também. Cada dia um novo, sempre procuro fazer mais, porque “Ad Majora Natus Sum” esse é meu gênero, gosto de vê-la crescer e se multiplicar. Fui presidente por dois mandatos e realizei pela primeira vez na APEJESP um Congresso que encantou o Estado a fora dele”, finaliza.

Foto: Suzamara Bastos

 



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Jornalista Responsável: Suzamara Bastos
Criação: Acessa Brasil