São Paulo, 07 de Maio de 2012    

APEJESP e CRC realizam palestra sobre Perdas, Danos e Lucros Cessantes em Perícias Judiciais.

A APEJESP, por meio da diretoria de Desenvolvimento Profissional, em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, realizaram, em maio, palestra cujo tema foi Perdas, Danos e Lucros Cessantes em Perícias Judiciais com o perito-contador, autor de vários livros e professor Wilson Alberto Zappa Hoog.

Para Fernando Viana de Oliveira Filho, Diretor de Desenvolvimento Profissional da APEJESP é desta forma que podemos fomentar a qualificação profissional do associado e promover um novo panorama a cerca da sua área de atuação. “Uma vez que os associados devem procurar as suas associações para se atualizar”, evidencia.

A ideia da palestra foi fomentar a discussão sobre as perícias judiciais, assunto tão discutido atualmente, tendo como centro: a perícia contábil e seus aspectos relevantes; as investigações contabilísticas; tipos de ações; perdas e danos; lucros cessantes e os aspectos gerais de como mensurar o lucro cessante.

De acordo com Zappa o perito precisa ter um conhecimento que a ciência da contabilidade é diferente da política da contabilidade, os juízes são assistidos por peritos para assuntos de ciência e tecnologia e não para interpretar as normas da contabilidade. “Um juiz não precisa de um perito para decifrar a constituição da república, por exemplo, e sim para calcular o lucro cessante, o fluxo de caixa, situações realmente de nível de ciência”, explica.

Para o professor hoje o mercado judicial é muito forte e a tendência é de uma mudança gradual, onde ficará mais forte e com certeza a arbitragem é o nicho significativo, os primeiros passos já ocorrem em algumas empresas que têm cláusulas de arbitragem em seus contratos, onde o diferencial é a velocidade em que as disputas são resolvidas na Câmara Arbitral.

“De um modo geral, o perito judicial, para se destacar tem que ter uma noção básica do direito e conhecer os códigos processuais, isso é importante e faz diferença para um juiz. “Eu recomendo que os peritos façam uma pós-graduação envolvendo a área de direito, eu fiz, mas não pretendo trabalhar o meu interesse é trabalhar como contador. Oferecer um serviço para a justiça de uma forma melhor, saber a lógica de um juiz para uma decisão e assim ter facilidade para interpretar uma sentença”, finaliza Zappa.

 

Fotos: Suzamara Bastos

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Jornalista Responsável: Suzamara Bastos
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