Recuperação Judicial e Perícia Contábil é tema de debate promovido pela APEJESP A APEJESP e o CRC-SP (Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo) realizaram na manhã do dia 26 de outubro de 2018, a "Reunião Técnica para Profissionais que Atuam na Área de Perícia", na sede do CRC-SP. Suely Gualano Bossa Serrati, membro do Conselho Fiscal da APEJESP e conselheira do CRC-SP, deu as boas-vindas a todos e fez menção para que os participantes acompanhem a pontuação que eles atingiram até o momento, exigida pelo Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC).

"O convívio entre os peritos é muito importante, assim como a reciclagem de conhecimento e a troca de experiências. Temos atividades na APEJESP que podem ser conferidas no nosso site. Esperamos contar com todos vocês nos nossos eventos", destacou Paschoal Rizzi Nadeo, presidente da Associação.

A palestra "Recuperação Judicial e Perícia Contábil" foi conduzida por José Vanderlei Masson dos Santos, presidente do Conselho Deliberativo da APEJESP e perito contador, e pelo Dr. Paulo Calheiros, advogado com foco em falência e recuperação judicial. No início da palestra, Dr. Paulo mencionou que é preciso entender a recuperação judicial como o momento em que uma empresa aparece no Judiciário e solicita ajuda. É um trabalho de diversas mãos e a empresa tem obrigações, assim como o juiz e os credores.

Masson comentou que nova lei de falência (lei 11.101/05) trouxe para dentro da empresa a atividade multidisciplinar, o que significa dizer que a empresa deve contar com o trabalho de um contador, que identificará se é possível ou não fazer a recuperação judicial, um economista para elaborar um bom plano de recuperação judicial e um engenheiro ou especialista em levantamento de bens para produzir o laudo de avaliação dos bens. "Mas a figura primordial é o contador que auxilia a empresa", enfatizou.

Um ponto mencionado por ele foi que uma empresa em crise se preocupa mais em manter sua vida e nem tanto com o seu balanço contábil, no entanto, José Vanderlei Masson afirmou que a Contabilidade deve ser mais fiel possível. Dr. Paulo disse que a lei oferece diversas oportunidades para analisar a lista de credores e os créditos. "A parte contábil é muito importante", acrescentou.

Sobre a atuação na fase processual, o perito contador pode ser nomeado pelo juiz, para verificar a viabilidade da empresa em crise, no pedido de recuperação judicial. "O perito contador pode ser indicado pelo administrador judicial, para auxiliá-lo nos aspectos contábeis ao longo dos processos de recuperação judicial e falência", atestou Masson.

Texto e fotos: Jennifer Almeida

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